"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 18 de junho de 2017

CAMPANHA LIBERAL-CONSERVADORA PARA 2018 DEVERIA ATACAR A ELITE EMPRESARIAL QUE MAMA NO ESTADO



As últimas movimentações do jogo político estão dadas. Em 2018, a plataforma principal irá tratar a questão da corrupção, deixando os demais assuntos para trás.

Teremos o PT lutando para retornar ao poder (com poucas chances) e o Novo PT (liderado pela Rede e outros partidos de extrema-esquerda) fazendo uso de uma elite jurídica para reviver a campanha de Lula em 2002, sob a bandeira da ética. Para piorar, o Novo PT deve cooptar vários eleitores da direita.

Por exemplo, veja uma enquete do grupo “Eu sou de direita e não sabia”, mostrando que abaixo de Jair Bolsonaro temos Joaquim Barbosa em segundo lugar:



Diante deste cenário, o que restaria para uma candidatura de direita em termos de discurso?

No caso específico da questão da corrupção será preciso mostrar como uma elite de empresários – composta por empresas como Odebrecht e JBS, dentre outras – se aproveitam do estado para destruir a concorrência.

Com isso, será preciso apontar a causa da corrupção, que está no uso do estado para violar qualquer regra de livre mercado. O resultado do sistema atual é a cleptocracia. Se este sistema passou batido por décadas nas mãos de aves de rapina, se tornou insustentável com a chegada do PT ao poder, pois o partido tinha um projeto totalitário que dependia do saqueamento de estatais para ir à frente.

Podemos ter a certeza de que se empresas como a Vale e as teles não tivessem sido privatizadas, o PT teria conseguido nos transformar numa ditadura nos moldes venezuelanos principalmente com base na corrupção obtida a partir das estatais.

Um dado assustador é que o atual discurso “contra a corrupção” fala em punição de responsáveis mas ignora a estatização mórbida. Podemos até suspeitar de que muita gente que está “lutando contra a corrupção” participará de projetos de poder para ocupar espaço em estatais como Pebrobrás, Correios e BNDES para dar sequência ao ciclo de corrupção endêmica. 
Claro que os novos mamadores de tetas buscarão formar diferentes de praticar a corrupção, com mais sofisticação. Provavelmente garantirão o saqueamento estatal por meio de leis combinadas com os lobistas certos.

É aí que surge a oportunidade para um verdadeiro discurso liberal-conservador, que coloque em xeque o discurso que finge lutar contra a corrupção mas não aborda a questão do excesso de empresas estatais em funções que poderiam ser atendidas pela iniciativa privada.

O discurso não pode ser focado na “eficiência” (que o povo nem entende), mas no fim da injustiça de dar o estado para alguns poucos saquearem e destruírem a vida do povo. 
O estado deve tratar daquilo que interessa ao povo: saúde, segurança e educação.

Atividades como exploração petrolífera e serviços postais – além de serviços bancários – não devem apenas ser de exclusividade do setor privado. Mais do que isso: devem ser tiradas das mãos dos sanguessugas.

18 de junho de 2017
ceticismo crítico

Nenhum comentário:

Postar um comentário