"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 18 de novembro de 2017

VOCÊ SABIA MAIS ESSA DE AÉCIO NEVES?

CLAMORES DE JUSTIÇA E BERTOLT BRECHT




Já me fizeram de trouxa várias vezes, e nunca me ofendi demasiado por isso, pois não me gabo de ser o mais esperto dos espertos. Mas, se um sujeito não tem outra arma na luta pela vida senão a astúcia, ser ludibriado é a mais humilhante das ofensas. Nenhuma ira se compara à do vigarista que cai na trama de outro vigarista. Isso explica noventa por cento do clamor de justiça que se ouve no Parlamento e na mídia.

*

Bertolt Brecht, ele mesmo um vigarista que roubava as peças escritas pela sua própria esposa, perguntava, pela boca do assaltante Mac The Knife: “Qual a diferença entre ROUBAR um banco e TER um banco?” Eu sei a diferença. O banquinho do interior no qual tenho conta jamais me roubou. Só me ajudou. Não posso dizer o mesmo dos bancos megabilionários pertencentes à grande burguesia que adora Bertolt Brecht.


18 de novembro de 2017
Olavo de Carvalho

O HUMOR DO SPONHOLZ...

A
18 DE NOVEMBRO DE 2017

ALIADOS DE RENAN PODE PEGAR 45 ANOS DE PRISÃO POR DESVIO DE R$ 17 MILHÕES

CELSO LUIZ SAQUEOU VERBA QUE IRIA EDUCAR SERTANEJO, DIZ MPF

O Ministério Público Federal em Alagoas (MPF/AL) pediu nesta sexta-feira (17) a condenação do ex-prefeito do município alagoano de Canapi, Celso Luiz Tenório Brandão (PMDB), a 45 anos de prisão, pelos crimes de desvio de verbas públicas federais, lavagem de dinheiro e organização criminosa, a que responde juntamente com outras nove pessoas. Agindo como um típico coronel sertanejo, o também ex-presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas surpreendeu investigadores da PF pela falta de desfaçatez para desviar tanto dinheiro público.

Celso Luiz está preso desde maio, acusado de saquear R$ 17 milhões em recursos federais que serviriam para educar a população de apenas 18 mil habitantes do povo pobre sertanejo de Canapi, entre 2015 e 2016. E, além das penas que variam de 27 a 45 anos de prisão, o procurador da República Carlos Eduardo Raddatz pede ainda a condenação dos réus ao ressarcimento da sociedade pelos danos causados à coletividade, na proporção dos valores desviados.
PRESO DESDE MAIO, CELSO LUIZ DEVOLVERÁ R$ 17 MILHÕES (FOTO: DIVULGAÇÃO)

No processo criminal que decorre da Operação Triângulo das Bermudas, o aliado histórico do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é acusado de liderar um bando de saqueadores dos precatórios milionários para complementação do extinto Fundef. E para meter a mão nos créditos da União, a quadrilha oferecia até saco de feijão para pessoas pobres aceitarem ser usadas como “laranjas” para os réus fazerem saques milionários.

Em 2016, Celso Luiz desistiu de se candidatar à reeleição e não concluiu oficialmente o mandato, por ter sido afastado em agosto daquele ano. E foi preso em 12 de maio pela PF na Operação Deusa da Espada, a segunda fase da Operação Triângulo das Bermudas.

O processo tramita sob o nº 0000051-86.2017.4.05.8003, na 11ª Vara Federal em Santana do Ipanema.

MAIS TRÊS E MENOS UM

O MPF chegou a denunciar o ex-prefeito e outras seis pessoas, inicialmente. Mas diante das provas colhidas na instrução processual, o órgão ministerial denunciou outras três pessoas envolvidas diretamente nos mesmos crimes que lesaram os cofres do município de Canapi.

O ex-vice-prefeito Genaldo Soares Vieira, chegou a ser preso, em maio, juntamente com o ex-secretário municipal de Finanças Carlos Alberto dos Anjos Silva e o ex-secretário municipal de Assuntos Estratégicos Jorge Valença Neves Neto. Mas o ex-vice foi solto pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região TRF, e o MPF reconheceu não haver provas suficientes para condená-lo e pediu sua absolvição deste processo criminal.

O MPF pede a condenação dos réus às seguintes penas:

- Celso Luiz, pelo menos, 45 anos de reclusão;

- Carlos Alberto dos Anjos, 40 anos de reclusão;

- Lucileide Canuto, 34 anos de reclusão;

- Chaplin Pascoal de Oliveira, 34 anos de reclusão;

- Francisco Barbosa da Silva, 34 anos de reclusão;

- Luiz Carlos Simões, 34 anos de reclusão;

- Jorge Valença, 40 anos de reclusão;

- Orlando Soares Brandão, 34 anos de reclusão;

- Rita Tenório Brandão, 29 anos de reclusão;

- José Vieira de Souza, 27 anos de reclusão.

'ROUBO NA CARA DURA'


EM 2007, CELSO LUIZ FOI PRESO NA OPERAÇÃO TATURANA (FOTO: ARQUIVO-EXTRA)O MPF afirma que, durante a instrução processual, provas robustas comprovaram a existência de verdadeira organização criminosa, que se reuniu para, de modo estruturado e com divisão de tarefas, praticar diversos crimes em proveito próprio e alheio; dilapidando o patrimônio público do Município de Canapi, em especial mediante a utilização das verbas do precatório do Fundef, no final de 2015, no valor de R$ 17.634.971,47, totalmente desviado, em vez de ser aplicado exclusivamente na educação.

Os recursos eram transferidos das contas do Fundef/Fundeb para outras contas do município ou diretamente para contas de “laranjas”. A partir dessas contas particulares ou da própria conta pública da prefeitura, novas transferências para outras pessoas ou saques em espécie eram realizados. Os “laranjas” eram pessoas humildes e poucos estudos de Canapi e Mata Grande que foram ludibriados pela quadrilha para lhes ceder o nome, conta bancária e procuração.

Quando da deflagração da Operação Triângulo das Bermudas, o superintendente da PF em Alagoas, Bernardo Gonçalves de Torres, foi duro ao comentar a falta de desfaçatez da quadrilha, que não se preocupava em elaborar maiores tramas para desviar os recursos. "Foi roubo na mão grande, na cara dura. Esse dinheiro foi simplemente transferido das contas da Prefeitura para as contas de pessoas ligadas a gestores municipais, esposa de secretário, laranjas, sem qualquer preocupação de se forjar uma licitação ou contrato", indignou-se o delegado.

Celso Luiz é velho conhecido da Polícia Federal. Foi preso em 2007 na Operação Taturana, que desbaratou uma quadrilha que desviou de R$ 254 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas, parte desse montante, durante o período em que o ex-deputado foi presidente da Mesa Diretora. Em novembro de 2016, ele teve condenação confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas, e deve ressarcir R$170.520,78, com juros e correção monetária, pelos atos de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e por atentar contra os princípios da administração pública.

(Com informações da Assessoria de Comunicação do MPF em Alagoas)


18 de novembro de 2017
diário do poder

JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIA CONTRA EX-PREFEITO DO PT E MAIS 15 POR CORRUPÇÃO

R$16 MILHÕES FORAM SURRUPIADOS NA OBRA DO MUSEU DO TRABALHO
SEGUNDO AS INVESTIGAÇÕES, OS DENUNCIADOS GANHARAM QUASE R$ 16 MILHÕES, EM DECORRÊNCIA DA FRAUDE À LICITAÇÃO (FOTO: ESTADÃO)

A nova denúncia contra o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) e outras 15 pessoas foi aceita pela Justiça Federal. Eles estão envolvidos na construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador, no ABC Paulista. Eles foram denunciados por fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e superfaturamento.

As obras receberam verbas federais. Segundo as investigações, os denunciados surrupiaram quase R$16 milhões com a fraude à licitação. A Justiça determina que o valor seja devolvido, além de multa de R$ 5 milhões por danos morais, em caso de condenação.

Após denúncia do Ministério Público, a Justiça interrompeu as obras, que deveriam ter ficado prontas em 2013. Segundo o MP, ‘todas as etapas contêm indícios de fraudes e ilegalidades. Há provas de que a concepção, a construção, o gerenciamento e a fiscalização das obras já estavam previamente destinadas a um grupo de empresários, de modo que todos os procedimentos licitatórios foram burlados, indevidamente dispensados ou fraudados’.



18 de novembro de 2017
diário do poder

JUIZ CONDENA RENAN À PERDA DE MANDATO E CASSA SEUS DIREITOS POLÍTICOS

ELE É ACUSADO DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO, ENTRE OUTROS CRIMES

RENAN, MENDES JÚNIOR E LOBISTA PAGARÃO R$ 246 MIL DE MULTA EM VALORES RELATIVOS A GASTOS COM PENSÃO DE FILHA (FOTO: MARCELO CAMARGO/ABR)


O juiz da 14ª Vara Federal de Brasília, Waldermar Carvalho, condenou, nessa quinta-feira (17), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) à perda de seu mandato e à suspensão de seus direitos políticos por oito anos, por improbidade administrativa. Porém, Renan deve se manter no cargo, até julgamento do recurso que apresentará contra a decisão.

Renan foi condenado por "enriquecimento ilícito" e "vantagem patrimonial indevida", no caso que corre em segredo de Justiça e envolve a denúncia de pagamento da pensão de sua filha com a jornalista Mônica Veloso, através de um lobista da empreiteira Mendes Júnior.

A sentença ainda condena Renan, o lobista Cláudio Gontijo e a empreiteira Mendes Júnior a pagarem R$ 246.853,20 como multa civil, em valores a serem atualizados. 
O valor equivale, o montante repassado pela Mendes Júnior ao senador por meio do lobista, segundo a decisão do juiz Waldemar Carvalho.

O senador alagoano disse ter se surpreendido pela decisão sobre esse tema por um juiz de primeira instância, quando procurado pela reportagem do UOL, que revelou o caso na noite desta sexta-feira (17). Ele disse que o caso já foi tratado pelo Supremo Tribunal Federal, e não recebeu a denúncia por falta de provas.

CASOS DISTINTOS


Mas a ação que resultou na atual condenação é de caráter civil, aberta pelo Ministério Público, em 2015, por improbidade administrativa. Enquanto a ação penal que ainda tramita no STF sobre o caso é que foi julgada pelo STF, que o tornou réu por peculato (desvio de dinheiro público), em dezembro de 2016, rejeitando os crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso.

A tese da Procuradoria Geral da República (PGR) era de que o senador teria forjado documentos para dar ares de legalidade a rendimentos e justificar os pagamentos à jornalista Mônica Veloso.

A acusação por peculato não tem ligação direta com o caso Mônica Veloso, mas o MPF a colocou na mesma ação penal, na qual Renan é acusado de destinar parte da verba indenizatória do seu gabinete no Senado, para a locadora que, segundo a Procuradoria Geral da República, não prestou os serviços. 
Foram R$ 44,8 mil pagos pelo senador à Costa Dourada Veículos, entre janeiro e julho de 2005. E, em agosto daquele ano, a empresa emprestou R$ 178,1 mil ao ex-presidente do Senado.

DÉCADA DE ESCÂNDALO

O caso da pensão já fez Renan renunciar à presidência do Senado, em 2007, quando sua ex-amante Mônica Veloso denunciou que ele pagava a pensão da criança com dinheiro do lobista da Mendes Júnior.

E Renan poderá tentar derrubar a condenação apelando ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, ou ao próprio juiz da 14ª Vara Federal de Brasília.

Ao UOL, Renan Calheiros enviou nota, criticando a Justiça e afirmando que "a decisão do juiz de primeira instância causa surpresa".

"O Supremo já julgou esse caso e sequer o recebeu por falta de provas. Todos os ouvidos negam os fatos. Por isso, vou recorrer com serenidade a quem cabe a palavra final. Mas não ignoro a sensação de que se trata de retaliação à defesa que fiz quando um juiz autorizou a invasão do Senado pela polícia", afirmou o senador.

Renan se refere ao juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, a quem chamou de "juizeco", por ter determinado a prisão de servidores do Senado e apreensão de maletas antigrampo usadas pela Casa. "Há um evidente desmonte do sistema de garantias individuais", concluiu. (Com informações do UOL)


18 de novembro de 2017
diário do poder

FUNDO PARTIDÁRIO JÁ PAGOU R$ 636 MILHÕES EM 2017

É QUANTO FOI PAGO POR MEIO DO FUNDO PARTIDÁRIO SÓ ATÉ OUTUBRO

É QUANTO FOI PAGO POR MEIO DO FUNDO PARTIDÁRIO SÓ ATÉ OUTUBRO

Com pagamentos a partidos políticos de quase R$60 milhões apenas no mês de outubro, o Fundo Partidário atingiu os R$636,3 milhões nessa farra até 31 de outubro. 
A expectativa é que o total distribuído aos partidos supere os R$ 750 milhões até o final de 2017 mesmo com a decisão do governo federal de contingenciar as verbas do fundo para este ano. 
O fundo partidário serve para bancar as atividades dos partidos e dos políticos, como viagens (incluindo jatinhos), estadia etc. A informação é do colunista Claúdio Humberto, do Diário do Poder.

Mesmo em desgraça, o PT foi o partido que mais recebeu verbas do fundo em 2017: R$ 68,3 milhões. Até o fim do ano serão R$80 milhões.

Até agosto, a Justiça Eleitoral distribuiu entre os partidos políticos R$ 55,8 milhões arrecadados apenas com multas e penalidades eleitorais.

As multas eleitorais, por campanha antecipada por exemplo, são pagas à Justiça Eleitoral e depois redistribuídas entre os partidos políticos.


18 de novembro de 2017
diário do poder

OLAVO DE CARVALHO: A DEPRIMENTE RELAÇÃO DO BRASILEIRO COM A EXISTÊNCIA

ATÉ A MÍDIA JÁ ADMITE QUE QUERENDO OU NÃO, A ÚNICA SOLUÇÃO DO BRASIL SERÁ A INTERVENÇÃO MILITAR

FIM DO BRASIL! DEPUTADOS DO RJ CAUSAM INDIGNAÇÃO NA INTERNET APÓS RASTEIRA NA LAVA JATO

ATÉ QUE ENFIM! RENAN CORONÉ "TOMA NA TARRAQUETA" E É CONDENADO, MAS STF JÁ PREPARA ABSOLVIÇÃO.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

DE ONDE SAÍRAM OS 24 MILHÕES DO 'HUMILDE' CACHACEIRO?

CHARLOTTESVILLE: STALIN GANHA MAIS UMA

O ministro alemão das Relações Exteriores, Joachim Von Ribbentrop (à esquerda.), o líder soviético Joseph Stalin (no meio, rindo) e seu ministro das Relações Exteriores, Vyacheslav Molotov (à direita, no canto), assinam o pacto no Kremlin em 23 de agosto de 1939.

There is really one only political party of any significance in the United States…
the Republicans and Democrats are in fact two branches of the same (secret) party.
(Existe, na verdade, apenas um único partido político com alguma significância nos Estados Unidos… Os republicanos e os democratas são, na realidade, dois ramos do mesmo partido [secreto].)
Arthur C. Miller
The Secret Constitution and the Need for Constitutional Change, 1987

As ocorrências em Charlottesville, Virginia, tem raízes mais profundas e antigas do que as interpretações apressadas podem alcançar. Essas últimas se baseiam apenas nas aparências que nada mais são do que cortina de fumaça de desinformação. Ao assistir, quase ao vivo, as manifestações, deu-me uma sensação dupla: de deja vu e de uma mise en scène, algo preparado e ensaiado. Vejamos:
um grupo da organização Antifa pedira a remoção de uma estátua do General Robert Lee, Comandante do Exército Confederado;
outro grupo de neo-nazistas e integrantes da KKK pedira autorização para uma manifestação em defesa da permanência da estátua;
o prefeito primeiro autoriza, depois desautoriza, volta atrás e como que magicamente surge o outro grupo, a polícia se retira, contrariando todos o cânones de controle de distúrbios;
fecha o tempo, inclusive com um carro providencial que criou o que todos esperavam: uma vítima;
o Presidente Trump condena os dois lados do conflito e desencadeia uma tempestade universal de protestos acusando-o de “defender a direita radical, por igualar moralmente os nazistas aos que protestam contra eles”. Trump cai na armadilha, meio que volta atrás e depois reafirma o que dissera. David Duke, com intenção óbvia de por lenha na fogueira, elogia a atitude de Trump.

Ora, há muito já se sabe que estes grupos agem de comum acordo, só enganando quem acredita ainda na oposição entre esquerdistas e direitistas. Alguém que se considere analista político e ainda acredita nisto só pode ser um idiota disfarçado de imbecil! O Partido secreto referido por Miller, o deep state, jamais esteve tão evidente como desde a vitória totalmente inesperada de Donald Trump. Obama foi durante oito anos o representante do deep state e Hillary seria sua natural seguidora. Trump foi um golpe nos planos tão duramente elaborados.

Para entender como se chegou a esse ponto é preciso retroceder ao fim da I Guerra Mundial.

A aliança teuto-soviética, o Pacto Molotov- Ribbentrop e o destino da Europa([1])

No final da guerra Lloyd George já antevia:
“O maior perigo do momento consiste no fato da Alemanha unir seu destino com os Bolcheviques e colocar todos os seus recursos materiais e intelectuais, todo o seu talento organizacional, ao serviço de fanáticos revolucionários cujo sonho é a conquista do mundo pela força das armas. Esta ameaça não é apenas uma fantasia”.

Realmente, já em 1919, os dois países – chamados “párias de Versalhes” – iniciaram diálogos secretos de uma aliança para tornar letra morta o Tratado de Versalhes com vistas ao reerguimento da Alemanha e, simultaneamente, a reconstrução do Exército russo, levando em maio de 1933 – portanto já em pleno regime nazista – o General Mikhail Nicolayevitch Tukhachevsky, vice-comissário e Chefe do Estado-Maior do Exército Vermelho, a afirmar: “(…) vocês e nós, Alemanha e URSS, podemos ditar nossos termos ao mundo todo se permanecermos juntos”.

Era a época em que comunistas e nazistas se esmeravam em destruir todas as manifestações uns dos outros (Antifa x Neo-Nazis?), porém, juntos, rebentavam as manifestações de outros partidos, principalmente no maior inimigo de ambos, o Partido Socialista Alemão.

Muito antes do início da Segunda Guerra Mundial, Stalin genialmente elaborou o plano de fazer de Hitler a ponta de lança da contra as democracias ocidentais, culminando no Pacto Molotov-Ribbentrop de agosto de 1939. Antes disto, nos conhecidos “processos de Moscou”, eliminou Tukhachevsky e todos os demais que estabeleceram a cooperação anterior, para manter o segredo.

Ribbentrop e Stalin dão risadas juntos, enquanto Molotov assina o pacto macabro.

O pacto foi rompido por Hitler em junho de 1941 e então Stalin marcou mais um ponto, denunciando os nazi-fascistas como tendo sempre sido “inimigos do povo”, apagou a história ([2]) e enviou a todos os partidos comunistas do mundo a diretiva de incessantemente afirmar falsamente que o nazi-fascismo era a direita reacionária agindo contra o processo histórico, e o comunismo revolucionário a esquerda dos povos “amigos da paz”. Para isso foi fundado, em 1943, o Kominform, responsável pela desinformação durante a guerra e o pós-guerra.([3])

A súbita mudança que levou à aliança da URSS com os Aliados, que Richard G. Powers denominou “Dançando com o Diabo” ([4]) além de conseguir a anuência de Roosevelt (à vontade) e Churchill (contrariado) para dominar metade da Europa sem cumprir nenhum dos acordos assinados em Yalta, Teheran e Potsdam (já com Truman), permitiu a Stalin infiltrar agentes comunistas nos órgãos políticos e de inteligência do Ocidente, como na CIA, no MI6 e principalmente no Departamento de Estado dos EUA, onde colocou Alger Hiss, que foi o Secretário de fundação das Nações Unidas, e Harry Dexter White, primeiro presidente do FMI e um dos fundadores do Banco Mundial, entre centenas de outros.

O pós-guerra e a Guerra Fria

Até a Guerra do Vietnã, devido ao conhecimento das atrocidades soviéticas, imperou nos Estados Unidos a tendência anticomunista. Mas não apenas os abertamente infiltrados, como também “toupeiras” e sleeper agents – remanescentes dos grupos de Wili Müzenberg – continuaram seu trabalho, através principalmente da infiltração nas entidades de trabalhadores, estudantis e de professores. A penetração no Partido Democrata se deu através da formação de líderes como Tom Hayden, autor do Port Huron Statement e a fundação da organização Students for a Democratic Society em 1962 que veio a ter atuação de frente contra a Guerra do Vietnam, quando se juntaram a ela John Kerry, Jane Fonda e muitos outros.

É preciso ressaltar que o Partido Democrata tinha raízes muito fortes no sul ainda ressabiado com o fim da escravidão. A Ku Klux Klan era uma das mais fortes propagadoras dos ideais do Partido Democrata. Imagina-se que no princípio dos contatos entre os grupos dos dois lados, podem ter havido choques, mas se deram conta de que tinham uma agenda comum: a destruição dos Estados Unidos como líder no mundo livre.

A dominação pelo “establishment” bipartidário e multinacional

Em 1971 foi publicado por Gary Allen e Larry Abraham None Dare Call it Conspiracy, um livro de grande importância, tendo perturbado o establishment político ocidental dominante ao expor grande parte de sua história secreta e as agendas que controlam os processos políticos dos Estados Unidos e grande parte do resto do mundo. Contêm explicações das agendas da elite global pouco conhecida. Surpreendentemente para muitos, o livro mostra como este grupo de integrantes do establishment foi historicamente responsável por estabelecer secretamente e, em seguida apoiar, os regimes comunistas totalitários na Rússia, na China e em grande parte do mundo, e é explicado como as filosofias globalistas que são atualmente implementadas, pede que um sistema uniforme de governo similar seja eventualmente imposto a toda a população do planeta em uma “Nova Ordem Mundial” totalitária.

Esta nova ordem, idealizada por Lenin, foi implementada por Stalin através da criação da ONU e outros organismos globalistas. Este projeto inclui a progressiva união de países sob elites não eleitas com força total para implementar suas regras e leis, como na União Europeia. Ora, o nazi-fascismo não previa exatamente o mesmo estado de coisas: o fim das democracias ocidentais e de todo e qualquer poder escolhido pelo voto? Pois, se o princípio democrático é a renovação periódica do poder através do voto popular, ele impede a continuidade eterna de uma elite burocrática e, ao final, o fim da liberdade e da distribuição da riqueza pelo trabalho. Como bem apontou C. S. Lewis em The Abolition of Man. Não é exatamente isto que se pretende com as técnicas eugênicas e de controle populacional – aborto, eutanásia, seleção dos mais capazes – e as ideias mentirosas sobre aquecimento global causado pelos seres humanos, homossexualidade e transgenerismo (infertilidade)? Conforme Lewis disse, será a abolição de grande parte da humanidade para gozo pleno das elites.

New lies for old

Tomo emprestado o título de Golitsyn para um salto no tempo diretamente para o tema inicial, já que este artigo se trata do “resumo resumido de um resumo”.

O artigo do Dr. Steve Piecznick ([5]) oportunamente enviado ao ‘Diário Filosófico’ do Mídia Sem Máscara por Olavo de Carvalho forneceu-me o elo que faltava para entender minhas sensações descritas no primeiro parágrafo acima. Realmente o que ocorreu foi uma operação de “oposição controlada” entre aliados secretos e não passaram de new lies for old, novas mentiras no lugar das antigas, pois é claro que observadores esclarecidos não se deixam mais enganar pelas antigas mentiras de Nazistas versus Comunistas. Mas encenadas desta forma ainda conseguem enganar à maior parte da população e até mesmo a políticos de alto nível, não integrados na mentira e de boa fé, como Mrs. May. Neste mesmo lado do Atlântico não enganou ao atilado Nigel Farage.

O Dr Piecznick faz um levantamento das vidas dos dois líderes que estavam aparentemente em campos opostos em Charlottesville: Richard Spencer e Michael Signer. O primeiro faz parte da entourage do grande bruxo da KKK, David Duke (supostamente a serviço do FBI). Signer trabalhou para John Podesta e fez parte da Comissão de Transição do Departamento de Estado representando Obama.

Parece não haver dúvida de que os dois trabalham para alguma agência federal (CIA, FBI) e coordenando suas atividades com seus respectivos partidos ao mesmo tempo em que mantêm agendas secretas escondidas em outros idiomas. A “confrontação” foi preparada por eles para demonstrar que todos os apoiadores de Trump são supremacistas brancos, nazistas, antissemitas e misóginos! A intenção é incrementar os movimentos anti-Trump com a finalidade de derrubá-lo do poder.

Ora, Trump é um outsider, não pertence nem é controlado pelo establishment, o deep state bipartidário ([6]) ligado à elite mundial que controla a União Europeia, a ONU, os acordos do clima e tenta levar seus tentáculos à Europa do Leste, até o momento refratária às suas pressões.

Trump é o contrário de tudo isto e põe em risco a estratégia bem urdida desde o fim do governo Reagan. “Take the Country back”, “Make America great again”, “America first”, são slogans que contrariam em tudo a estratégia globalista.

Stalin, de sua tumba, comemora!


Notas:

[1] Sugiro a leitura do Capítulo VI do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, 2ª Edição, Observatório Latino, 2015

[2] Estas mudanças da história foram magistralmente descritas por George Orwell no livro “1984”.

[3] Dinesh D’Souza (http://midiasemmascara.org/artigos/destaques/o-grande-mentiroso-como-theodor-adorno-redefiniu-o-fascismo/) equivoca-se ao atribuir esta clivagem a Theodor Adorno. Este apenas deu forma filosófica e ideológica à genial criação de Stalin.

[4] Not Without Honor: the History of American Anticommunism, Yale Univ., Press, 1995

[5] Controlled Opposition Behind Charlottesville Rally: Deep state rally designed to paint all Trump supporters as “white nationalists”- https://www.infowars.com/pieczenik-controlled-opposition-behind-charlottesville-rally/

[6] Note-se as ácidas críticas de McCain, os dois Bush, Mitt Romney e outros caciques republicanos.


17 de novembro de 2017
Heitor de Paola é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, e membro do Board of Directors da Drug Watch International. Possui trabalhos publicados no Brasil e exterior. Ex-militante da organização comunista clandestina Ação Popular (AP), é autor do livro “O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial” e apresenta o programa ‘O Outro Lado da Notícia, na Rádio Vox.

O HABITUAL SERVICINHO SUJO DA FOLHA DE SÃO PAULO



O jornal do sr. Frias faz o seu habitual servicinho sujo ao tentar me pintar com os traços do típico ideólogo literário ou acadêmico, sempre ansioso para fazer a cabeça de algum político e governar por procuração.

Meses atrás o deputado Eduardo Bolsonaro me perguntou se eu teria a disposição de receber a visita do seu pai e dar-lhe algum aconselhamento. Concordei, como concordaria em fazer o mesmo por qualquer candidato atual ou virtual a qualquer cargo, já que o tenho feito por centenas de brasileiros que nunca foram nem serão candidatos a coisa nenhuma.

Depois fui informado de que o meu amigo Jeffrey Nyquist estaria interessado em participar da conversa, pedindo que ela se realizasse em Nova York, onde ele estaria em meados de outubro.

Até então, eu estava seguro de que seria um encontro privado, no qual eu estaria livre para dizer o que bem entendesse, sem qualquer compromisso ou intenção de reforçar a propaganda eleitoral de quem quer que fosse.
De repente, a coisa aparece na Folha de São Paulo como um debate público, iniciativa do Inter-American Institute e parte integrante de um programa de contatos do sr. Jair Bolsonaro com empresários e políticos americanos, num tom evidente de pré-campanha eleitoral.

O Jeffrey, que é o atual presidente do Inter-American, pode de fato ter associado a entidade à iniciativa do encontro, mas isso, em princípio, não modificaria retroativamente a minha intenção de que fosse apenas um encontro privado.

À sua versão manifestamente falsa dos acontecimentos, o jornal acrescentava ainda as cores de uma fofoca política vulgar e provinciana, ao afirmar que eu andava “flertando” com a candidatura Bolsonaro. O verbo é usado comumente na mídia para designar interesseiros que assediam candidatos com a esperança de um cargo no próximo governo. Jamais me ocorreu que responder afirmativamente a um pedido de conselho fosse um “flerte”, nem muito menos que fosse possivel flertar — em qualquer sentido do termo — sem jamais procurar qualquer contato com o alvo dos meus supostos desejos e limitando-me a atender a um pedido do seu filho.

Para jogar um pouco mais de lama na água, o jornal afirmava que eu me dispunha a ser “conselheiro particular” de um possível presidente Bolsonaro, sem informar que eu havia manifestado essa disposição em resposta HUMORÍSTICA a um zunzum anônimo que fazia de mim o ministro da Cultura ou da Educação sob uma presidência Bolsonaro. Nessa resposta, eu afirmava que poderia ser NO MÁXIMO conselheiro particular do futuro presidente, COM UM SALÁRIO DE CEM REAIS POR MÊS…

A repórter da Folha, querendo posar de detentora de “inside information”, só mostra a característica impossibilidade que o analfabeto funcional tem de apreender nuances de sentido, seja nos fatos, seja nas palavras.


17 de novembro de 2017
Olavo de Carvalho

LULA - O RATO QUE RUGE (E AINDA BOLSONARO)



Conclui meu último artigo (“Bolsonaro, Lula e a mídia”), indagando: “E quanto ao Lula, o rato que ruge, réu condenado e arauto do PT, o partido dos trambiques?”

No histórico, Lula sempre foi um predador ágil, famélico, disseminador de pragas as mais diversas. Contudo, basta observar, desde o desencadear da operação Lava-Jato, o velho guru das esquerdas tornou-se um rato irado e rabugento – o rato que ruge!

Por exemplo: em data recente, o perigoso chefão, diante da sede da Petrobras-Rio (que ele ajudou, como nenhum outro, a saquear), vociferou para orquestrados companheiros petistas: “O Lula não é o Lula. O Lula é uma idéia. O Lula é uma idéia assumida por milhões”.

Acertou na mosca! Hoje Lula configura – de fato e de direito – uma ideia letal: a ideia de que impôs a criminalidade sistemática como forma de governo. A humanidade conheceu inúmeras figuras representativas do Mal, entre elas, Átila, o Flagelo de Deus; Peter Kurten, o Vampiro de Dusseldorf ou Joseph Stalin, o Pai dos Povos. Mas o Lula, em circuito interno, tem luz própria: é o “cara” que afogou o País num imenso charco de corrupção, engodo e cinismo. Seus acólitos e esquerdopatas em geral vibram com tal performance.

No palanque que armou defronte à Petrobras, Lula, como de hábito, mentiu (sobretudo, para si próprio) adoidado. Possesso, rugiu em frenesi sobre seus feitos no terreno da saúde, do emprego, educação e cultura. Finalizou garantindo que iria voltar à Presidência e estabelecer no País o reino da fortuna e da felicidade. Levou os presentes (uns dois mil terceirizados, se tanto) ao delírio.

O fato é que a Organização Mundial do Comércio (OMC), em data recente, detalhou em relatório que nos 13 anos da dupla Lula/Roussef, o Brasil cresceu menos que os países emergentes e até menos que as emperradas economias da América Latina. O crescimento nativo, em que pese a expansão mundial, foi pífio. No frigir dos ovos, manietados pela “nova matriz econômica” (inflação de dois dígitos mais juros exorbitantes), atingimos assustadores índices de desemprego, corrupção e muita violência – o que os gringos chamam de “tempestade perfeita”!

(Me ocorreu agora que Lula imita a rêmora, o peixe-piolho que parasita dia e noite nas costas da baleia, ao encravar suas ventosas insaciáveis na presa gigante – no caso, o Brasil).

No plano moral, Lula transcende o próprio conceito de imoralidade. Na sua vida pregressa, onde se apertar, sai pus. Irrefreável, segundo declarou, iniciou-se sexualmente entre cabras e galinhas. Já burro velho, na prisão do DOPS, segundo relato de César Benjamin (um dos fundadores do PT) publicado na Folha de S. Paulo, tentou violentar o “garoto do MEP” (Movimento de Emancipação Proletária, dissidência do PCdoB) – sem resultados “satisfatórios”.

Na vida íntima do pai da socialização da gatunagem merece atenção o escândalo de Rosemery Noronha, chefe do gabinete da Presidência da República em S. Paulo, indiciada por formação de quadrilha, tráfico de influência e corrupção passiva. Mulher dispendiosa, Rose deitava e rolava em matéria de nepotismo, usufruto de mordomias, propinas e uso de cartões corporativos. A Polícia Federal, após rastreamento, listou 13 viagens de Rose ao exterior, sempre ao lado do “amigo íntimo”, no aconchego da suíte presidencial do Aerolula – , sem registro de embarque, diga-se. (Reza o Código Penal que esses são casos típicos de prevaricação e abuso de poder).

Coisa notória, Lula se comporta como genuíno arauto da ignorância. Por exemplo: aprecia chamar advogado de “adevogado”. Nunca foi a um teatro e se gaba de jamais ter aberto um livro – em que pese ser venerado pela chamada “classe intelectual”. No entanto, a bem da verdade, frequentou por algum tempo cursilho político da Stasi, a KGB da Alemanha comunista, especializada em lavar cérebros de sindicalistas “promissores”.

Com efeito, amparado pela azeitada máquina ideológica composta por dezenas de Foros e milhares de ONGs, internacionalmente bem abastecidas, Lula e seus mentores representam uma grave ameaça ao que resta da cambaleante civilização brasileira.

Na prática, aparelhando o Estado e suas instituições com “ativistas da causa” empenhados em liquidar elementos e valores que formam as bases de sustentação da cultura tradicional, o chefão do PT e agentes da subversão querem estabelecer a hegemonia do caos e da destruição para impor, a partir de projeto do corcunda Antonio Gramsci, uma humanidade “voluntariamente servil”.

Neste caso, adeus conceitos de nação, pátria, família, cristianismo etc. Os ícones da grosseira subversão são, hoje, a “ideologia de gênero”, a guerra racial, a Gaia (“Mãe-Terra”), o fascismo ecológico, o multiculturalismo (marxismo cultural) , enfim, a desestabilização revolucionária.

A nosso ver, o único ponto de inflexão desta guerra total desfechada pelos comunistas chama-se Jair Bolsonaro, quanto mais não seja para dar um chega pra lá no avanço totalitário vermelho. Bem, dirás, mas Bolsonaro não é o candidato ideal! E quem o é? O “rebelde a favor” Ciro Gomes, comunistóide várias vezes derrotado, reconhecido como o “língua de aluguel” do condenado Lula? Marina Silva, a Tigresa de Papel bengalinha dos magnatas do establishment ambientalista europeu? Alckmin, o insosso picolé de chuchu? João Dória, o falso direitista comedor de verbas culturais sacadas da fome da população indigente? Ora, faça-me o favor!

PS – Sobre a integridade do caráter de Bolsonaro trato no próximo artigo.


17 de novembro de 2017
Ipojuca Pontes, cineasta, jornalista, e autor de livros como ‘A Era Lula‘, ‘Cultura e Desenvolvimento‘ e ‘Politicamente Corretíssimos’, é um dos mais antigos colunistas do Mídia Sem Máscara. Também é conferencista e foi secretário Nacional da Cultura.

O POLÊMICO VÍDEO QUE PROVOCOU A IRA DOS ILLUMINATI E A MORTE DE ENÉAS CARNEIRO

SAMBA-DO-COMUNISTA-DOIDO




A história do discurso comunista divide-se, “grosso modo”, em três fases: o internacionalismo proletário de Lênin, o terceiromundismo “anti-imperialista” de Stálin a Brejnev e o multiculturalismo globalista de maio de 1968 em diante. O primeiro desapareceu do cenário. O segundo sobrevive, no mundo, apenas como resíduo nostálgico. O terceiro fez da esquerda mundial a serva inconsciente ou não-declarada do capitalismo global, que a alimenta porque sabe que a extinção de todos os valores tradicionais e culturais consagrará a economia como único fator de coesão social, instaurando por toda parte a “sociedade administrada” dos seus sonhos. Só nesse sentido pode-se dizer que “o comunismo acabou”.

A esquerda brasileira ainda não assimilou totalmente a mudança, motivo pelo qual se confunde e se atrapalha toda, tentando lutar pelo multiculturalismo com a retórica do velho terceiromundismo: tenta destruir a soberania nacional com as armas e os pretextos do “anti-imperialismo” – o que faz dela essa figura grotesca que hoje conhecemos.

O manifesto da UFPB chega a afirmar que o capital imperialista financia a extrema-direita brasileira. Sabendo-se que “extrema-direita” quer dizer “Bolsonaro”, é impossível resistir à pergunta: como é possível alguém ter atingido aquele grau de alienação em que o sujeito não tem mais a menor idéia das bases econômicas da sua própria existência? Como pode alguém imaginar que os bancos internacionais, as Fundações Ford e Rockefeller, George Soros, Jeff Bezos e similares dão dinheiro ao Bolsonaro e não aos movimentos de esquerda? É, sem dúvida, o samba-do-comunista-doido.

*

Para todo esquerdista, sem exceção, é IMPOSSÍVEL raciocinar fora das premissas usuais da sua ideologia ou abandonar, mesmo por instantes, a pose de superioridade em que se abriga do discurso adversário. Sempre que um esquerdista faz um esforço sincero de compreender o adversário, acaba passando para o lado dele.


17 de novembro de 2017
Olavo de Carvalho

O FORO DE SÃO PAULO CONTINUA DANDO AS CARTAS



Enquanto no Brasil as atenções estão voltadas para os escândalos de corrupção e quanto Temer teve que desembolsar do erário público para comprar consciências e votos de parlamentares, o Foro de São Paulo (FSP) segue seu curso impávido, interferindo nas decisões políticas da Venezuela e Colômbia, ao mesmo tempo em que se queixa da “intervenção” do “império” e países a este aliados. E nada se diz na imprensa nacional.

Valendo-se do desinteresse dos brasileiros ao que acontece nos países vizinhos, Gleisi Hoffmann, presidente do PT, e Monica Valente, secretária de Relações Internacionais do PT e do FSP, emitiram uma nota conjunta onde saúdam a vitória do PSUV nas eleições para governador no último 15 de outubro, e registram, sem se dar conta, sua vocação ditatorial de se perpetuar indefinidamente no poder, quando dizem com gáudio “…em dezoito anos de governos liderados pelo PSUV” [1].

Como das inúmeras vezes anteriores, a fraude foi a estrela mais reluzente uma vez que, um país que passa por um dos piores momentos de sua história pela fome, miséria, assassinatos a soldo do Governo impunes, centenas de presos-políticos e massiva saída do país, é estarrecedor que de 23 estados, 18 dos governadores eleitos pertençam ao partido governista. O povo já havia rechaçado rotundamente a Assembléia Nacional Constituinte, instalada de forma ilegal e inconstitucional, mas o ditador Nicolás Maduro a impôs à revelia, apesar das condenações e não reconhecimento de países como Estados Unidos, Canadá, União Européia, OEA e quase toda a América do Sul, obtendo o apoio apenas de seus aliados do FSP em Resolução aprovada no XXIII Encontro ocorrido em julho, em Manágua [2]. Ninguém vê nada de esquizofrênico nisso e ainda há os que aplaudem chamando essa aberração de “democracia”.

Enquanto isso, na Colômbia, o pacto Santos-FARC-FSP continua de vento em popa. Lá, o povo soberano também rechaçou rotundamente o famigerado “acordo de paz” através de um referendo em 2 de outubro de 2016, cujo resultado foi solenemente ignorado pelo governo, e agora apresenta sua jóia da coroa: um engendro chamado “Justiça Especial de Paz” (JEP) que fere tudo o que se conhece de Direito e Tratados internacionais, criada unicamente para beneficiar os narco-terroristas das FARC e condenar militares honrados, acusados através de falsos testemunhos e testemunhas falsas, de delitos que jamais cometeram.

É o caso do Coronel Hernán Mejía Gutiérrez, reconhecido comandante e herói do Exército Colombiano no período do ex-presidente Álvaro Uribe e também no combate ao holocausto do Palácio da Justiça, acusado por testemunhas falsas de ter “nexos” com para-militares, e agora vítima de perseguição judicial. O Coronel Mejía havia sido condenado a 19 anos de prisão mas decidiu apresentar uma carta à JEP afirmando que acolheria esse sistema, o que lhe garantiria a prisão domiciliar. No dia 5 de outubro em uma carta enviada à JEP, o Exército Colombiano solicitou sua liberdade condicional indicando que ele cumpria com os requisitos estabelecidos na Lei 1820 de 2016, mas uma juíza da Quarta Sala Penal revogou a medida e o encaminhou ao centro penitenciário La Picota, apesar dele estar gravemente enfermo.

Já é de conhecimento público que a testemunha-chave contra o Coronel Mejía foi Edwin Manuel Guzmán, um sargento que foi detido em Valledupar, quando o coronel descobriu que ele vendia armas e munições às FARC e aos para-militares. Num claro ato de vingança, esse sargento fez a falsa denúncia de que era o Coronel Mejía, e não ele, quem tinha “negócios” com notórios para-militares, que foi prontamente acolhida como verdade bíblica, ganhando a liberdade e ainda o status de “testemunha protegida”. Três anos depois, outros dois prisioneiros, em busca dos mesmos benefícios, confirmaram o falso testemunho dado pelo sargento.

Os colombianos estão organizando outro referendo para os próximos dias rechaçando e exigindo o fim da JEP, para que terroristas não sejam anistiados – como já está em vigor – e pessoas de bem e heróis nacionais não apodreçam nas prisões por crimes que nunca cometeram. Se depender de Santos-FARC, o justiçamento vai prosseguir até que eles tomem definitivamente o poder, pois esse é o sonho do FSP desde sempre. E eles não dormem nunca.

Notas:


[1] http://forodesaopaulo.org/venezuela-mais-uma-vez-exemplo-de-democracia-e-participacao-cidada/

[2] http://forodesaopaulo.org/resolucion-en-solidaridad-a-la-revolucion-bolivariana-y-la-asamblea-constituyente/

17 de novembro de 2017
Graça Salgueiro, escritora e jornalista, é autora do livro O Foro de São Paulo – A Mais Perigosa Organização Revolucionária da América Latina, e apresenta o programa Observatório Latino, na Rádio Vox.